Um capítulo sobre captação, funis de vendas e mentalidade de crescimento.
Todo mundo quer ganhar dinheiro. Isso é fato.
Mas a maioria dos empreendedores hoje não têm a menor ideia do que fazer para isso acontecer de forma previsível e recorrente. Eles estão falhando em atrair clientes, falhando em vender e falhando em crescer.
Por que isso acontece?
Porque os profissionais seguem gurus ao invés de fazer o feijão com arroz bem feito. Eles são tecnicamente excelentes em suas áreas, mas fazem o mínimo quando o assunto é ser empreendedor.
Nós estamos em 2025, e definitivamente ser bom no que faz não é mais suficiente. Muito menos achar que você é só um prestador de serviço e que não tem um negócio.
Seja você um advogado, médico, biomédico, nutricionista, dentista, marketeiro… Seja lá qual é o serviço que você presta ou que você vende, o que você tem é um negócio e deve ser tratado como tal.
Você é um empreendedor/empresário e deve se comportar como tal (isso se quer construir algo realmente lucrativo).
Você não vende um serviço. Você constrói uma empresa. E isso exige habilidades que não te ensinaram na faculdade, as habilidades de um empresário, as que sustentam um negócio:
Marketing. Vendas. Execução. Posicionamento. Estratégia.
E isso nos leva ao ponto central…
A forma como você pensa e executa define o lugar que você vai ocupar.
Ser bom impacta muito pouco no seu faturamento quando as pessoas não sabem que você existe, quando você não consegue vender seus serviços/produtos de forma recorrente (todos os dias!) ou quando não conseguem sequer atrair clientes.
Dá para dividir o mercado em três grupos:
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Os perdidos:
Querem vender, mas não sabem como gerar demanda e nem correm atrás para aprender. Acham que ser bom tecnicamente na área que escolheu é o suficiente.
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Os acelerados mal orientados:
Até sabem o que “deveriam” fazer, mas executam mal, sem constância ou profundidade. Acham que dão conta de tudo e nunca conseguem ter resultado.
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Os conscientes:
Executam o básico bem feito, tem uma mentalidade de empresário e ganham dinheiro de forma recorrente.
Me responda com sinceridade: A qual dos três grupos você pertence? E a qual você quer pertencer?
Hoje, eu quero falar com aqueles que querem estar no grupo dos Consistentes.
O que diferencia esses 3 grupos é a forma como eles pensam, executam e principalmente:
O que separa os empreendedores que não saem do lugar daqueles que estão faturando alto com seus negócios é entender como guiar pessoas desde o primeiro contato até a compra, e além dela.
Hoje, metade dos empreendedores ainda acha que “captação” é só rodar um anúncio e esperar o cliente/paciente cair no colo. Outros acreditam que fazer um post bonitinho no Instagram, aparecer bem vestido ou postar nos stories todos os dias é o suficiente para movimentar seu negócio.
Não é. Se você é uma dessas pessoas, precisa saber que fazer essas coisas e esperar ter resultado é o mesmo que se colocar em perigo e torcer para que alguém te salve.
Ninguém vai salvar. E você não vai chegar em lugar algum se continuar assim. É como tentar encher um balde furado com água.
O esforço não compensa, nem gera resultado. E o motivo é simples:
Depender de um único canal ou sistema de captação te deixa vulnerável, refém, estagnado e mais pobre.
Utilizar múltiplos canais de forma “mal feita” também.
Você precisa de múltiplas fontes previsíveis de potenciais interessados nos seus serviços e produtos.
Cada canal deve ser tratado como um sistema, não uma ação solta. Todos eles se conectam e devem ter o mesmo tom de voz da sua empresa.
E talvez agora você esteja se perguntando:
“Quais são esses canais e como transformá-los em sistemas?”
Vamos direto ao ponto: o que são canais de captação?
São caminhos por onde seus clientes chegam até você. Exemplos:
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Indicação
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Tráfego pago
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Tráfego orgânico (Instagram, YouTube, TikTok e Outras Redes Sociais)
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Networking
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Google Meu Negócio
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Parcerias
Só que aqui está o erro fatal: A maioria usa esses canais de forma casual, sem nenhum tipo de estratégia por trás.
Para criar sistemas você deve encontrar uma forma de fazer com que esses canais sejam bem utilizados com recorrência.
Quer um exemplo claro de sistemas? Aqui vai.
Indicações:
Ao invés de esperar que elas venham de forma esporádica, não espere acontecer e vá atrás. Identifique quando o seu cliente geralmente fica mais feliz e peça indicações para ele neste momento. Agora, todas as vezes que o cliente atingir esse momento de felicidade, repita esse processo. Se quiser, pode dar uma bonificação para o seu cliente caso a indicação dele feche algo com você.Se você é realmente bom, as pessoas vão te indicar, agora imagina o que acontece se cada cliente seu te trouxer mais um cliente?
Instagram:
Crie um cronograma, tire uma tarde ou um dia inteiro para criação de conteúdo e gravações, prepare tudo com antecedência para que consiga ter constância. Anote esse compromisso na sua agenda e repita toda semana.
Instagram também é trabalho e um meio de se fazer visível.
Google Meu Negócio:
Ao final de cada um dos seus atendimentos, mostre ao seu cliente um QR Code e peça por avaliações. Repita isso com consistência. Em algumas semanas talvez seja o número 01 da sua área a aparecer na região quando alguém pesquisa sua especialidade.
Repetição cria resultado. Improviso cria frustração.
Mas por onde começar? Qual canal escolher?
Aqui entra outro ponto negligenciado: entender o seu público.
Nem todo mundo busca um advogado no TikTok. Nem todo mundo procura por botox no Google.
Você precisa saber onde sua audiência está e como ela decide.
Senão, vai acabar culpando o canal quando o problema é o seu direcionamento.
Procure entender mais sobre quem você quer atingir. Você pode começar isso focando em saber mais sobre o melhor cliente que você tem hoje.
O que ele gosta de fazer? Quais aplicativos ele acessa? Que música ele ouve? Quais são os desejos dele?
Agora que você entende canais, vamos falar do fluxo. O tal do funil.
Os potenciais interessados em virar seus clientes precisam de um caminho claro já pré-definido. E esse caminho se chama funil de vendas.
Como funciona um funil de vendas (sem complicação)?
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Topo do funil (Atenção): aqui você atrai e capta. É onde as pessoas têm o primeiro contato com você.
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Meio do funil (Relacionamento): você educa, entretém e constrói valor. Aqui você eleva a consciência do lead, tira dúvidas e mostra que sua solução existe.
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Fundo do funil (Conversão): é o momento da conversão. Quando o cliente entende o valor e escolhe comprar de você.
Sabe por que muitos negócios não vendem? Porque tentam pular etapas. Querem conversão sem confiança. Ou porque ficam presos só no conteúdo e nunca fazem uma oferta real.
Metade dos empreendedores ignora esse fluxo básico e simples.
Fazer post aleatório, sumir do direct, demorar a responder, não construir relacionamento com a audiência, não saber vender, não fazer follow-up…
Se você faz qualquer uma dessas coisas, você não está tentando fazer seu negócio crescer de verdade.
Hora de agir! Não fique só lendo.
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Escolha 1 canal.
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Crie 1 sistema simples e repetível.
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Execute por 30 dias sem desculpa.
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Meça. Ajuste. Escale.
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Depois, parte para um segundo canal.
Se você não tem pessoas entrando todos os dias em contato, você ainda não está se comportando como um empresário.
Negócios não são mágicos. São engenharia.
Construa a sua máquina. Alimente a sua máquina. Mantenha a sua máquina.
Se você quer escalar, pense em sistemas e os repita sempre. Pare de romantizar e comece a construir. Só assim terá resultado de profissional.
Qual canal de captação você vai sistematizar ainda essa semana?
Me responde aqui nos comentários. Quem responder, pode receber um feedback direto sobre seu funil atual.
