#002 – Qual posição o cliente ocupa no seu negócio?

Sim, eu vou resgatar um conceito antigo, mas vai valer a pena.

Se você tem um negócio, uma marca, uma empresa ou presta algum tipo de serviço, provavelmente já esbarrou na ideia de que o cliente precisa estar satisfeito e estar no centro. E que, para ele comprar de você, é necessário gerar desejo ou tocar em alguma dor.

Esses conceitos não são novidade pra ninguém. Na verdade, são repetidos aos quatro ventos pelos marketeiros de Instagram.

Mas, apesar de explicarem o básico, eu vou além…

O seu cliente não é apenas seu cliente. Ele deve ser o seu chefe.

É o seu cliente quem deve aprovar ou demitir suas ideias todos os dias.

É ele quem deve definir o que continua rodando e o que precisa ser encerrado.

Qualquer coisa que você faça, qualquer decisão tomada no seu negócio, qualquer ação feita para aumentar o seu lucro, não vai adiantar de nada se o cliente não estiver no centro de tudo. Se ele não for o motivo de você fazer o que faz.

Porque quando você não faz isso, você cria olhando apenas para o seu próprio umbigo, para o que você acha melhor e não a partir de necessidades reais.

E sem olhar para as necessidades reais do público que você quer atingir, você não consegue atrair essas pessoas.

Sem cliente, não existe salário. Nem lucro. Nem crescimento.

Se ele é o chefe, o papel dele é avaliar o que funciona e o que não funciona. E o seu papel? É escutar, ajustar e entregar. Não tem espaço pra ego nessa hierarquia. Quem manda é ele.

Quando você decide tudo com base no seu gosto pessoal, você não está empreendendo. Está brincando de ser artista. Empreender é servir.

Todo bom profissional sabe para quem trabalha: Para o chefe. Para o cliente.

E eu aposto o meu rim que, se você está lendo essa newsletter, o seu cliente definitivamente ainda não tem essa importância toda dentro do seu negócio.

Veja bem, eu te entendo. A gente vive numa era onde parece que merecemos ser ricos, onde todo mundo tem pressa pra conquistar algo e metade das vozes por aí te dizem para se posicionar com força.

Só que, no meio dessa corrida, com excesso de merecimento, posicionamento e pressa, a gente se esquece do básico: Você não é mais importante do que o seu cliente.

Aliás, a arrogância de acreditar que a sua vontade deve se sobrepor à do consumidor pode estar, silenciosamente, te afastando dos resultados que você quer alcançar.

Afinal… você é o profissional. O cliente não sabe de nada, certo?

Errado.

Ele pode até não saber os detalhes técnicos. Mas ele tem objetivos, expectativas, dores, experiências (boas e ruins). Ele tem uma opinião sobre aquilo que você faz ou vende.

É essa “falta de aptidão técnica” dele que vai te mostrar, com mais clareza do que qualquer curso ou mentoria que vendem por aí, o que precisa ser feito para fazer seu negócio crescer e aumentar seu faturamento.

Um produto ou serviço não é caro ou barato até que o cliente diga o que ele sente ao ver o preço. Não é feio ou bonito até que o cliente reaja. Seu serviço não é bom ou ruim até que o cliente diga o que viveu com você.

O cliente dita o padrão de qualidade.

E ele te conta isso o tempo todo. Quando não responde, quando elogia, quando some, quando reclama, quando volta. Tudo isso é comunicação.

Mas cabe a você, como profissional, saber interpretar.

A gente tem o hábito de definir tudo com base no nosso próprio gosto, nossa visão, nossa régua. Só que isso te faz enxergar apenas metade do cenário.

E quando você vê só metade, fica mais difícil vender.

Se o resultado do seu negócio não é bom, a culpa não é do cliente. É sua. Porque ainda não aprendeu a ler o que ele está tentando te dizer.

Coloque o seu cliente no seu centro. Faça por ele. Crie por ele. Comunique por ele. E verá a mágica acontecer.

Não é sobre fazer um anúncio que agrade o seu gosto pessoal ou que fique esteticamente bonito aos seus olhos. É sobre fazer algo que converse com quem vai pagar a conta.

Peça feedbacks constantes. Não tenha medo das críticas, mesmo que doam, elas vão te fazer faturar mais. Quem tem medo de crítica não quer construir um negócio lucrativo.

Se você colocar suas opiniões pessoais acima do que os seus clientes dizem, sinto te dizer, mas o seu negócio não vai crescer muito além do que já é hoje.

Use o seu melhor cliente como referência. Entenda quem ele é, o que gosta, o que sente, o que deseja, o que sonha. Ele é o seu chefe. O que deveria estar fazendo hoje para agradá-lo?

Este é o Fator Vetorial de hoje. Até a próxima!

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